´Nos últimos tempos as chamadas lombadas eletrônicas, criadas em 1993, Ano Nacional de Educação de Trânsito, têm se multiplicado e, afora o faturamento que esses equipamentos têm produzido para os cofres dos "órgaos competentes", quase nada tem oferecido de bom para a segurança das rodovias. Aliás, muito pelo contrário. Como o disciplinamento numa mesma rodovia a velocidade varia entre 100 e 40 quilômetros e a multa é alta, os motoristas dirigem muito mais preocupados com as lombadas do que propriamente com a estrada e o resultado é desastroso.
Não há como negar que esse sistema de controle de velocidade é eficiente, porém o erro está nessa diversisficação de parâmetros numa mesma rodovia. Como justificar se construir um viaduto para se reduzir de 80 para 50 km quando se está sobre ele? Não há como entender. Há algo de errado. No mínimo falta passarela para pedestres.
O mesmo se dá no Recife. Como se falar em mobilidade urbana quando se cria trechos da cidade com velocidade máxima de 30 km? Isso significa o esclerosamento do trânsito. A cidade deveria andar numa velocidade constante, ou pelo menos numa variação menor de movimentação dos veículos.
Dizem que a cidade está cada vez mais cheia de veículos. Isso de certa forma é verdade e é bom. O que não presta é a falta de alargamento das ruas para atender ao natural progresso da cidade e a melhoria do poder aquisitivo dos seus cidadãos. Portanto, o alargamento das ruas, ou pelo menos, a criação de mais vias de mão única, melhoraria a fluidez dos veículos, a essa altura já sem espaço nas artérias da cidade, vez que se tem de respeitar l,50m de distância das "ciclovias" e a faixa exclusiva da BRT. E o quê dizer do estreitamento na Praça do Derby, quando de um lado se tem a parada dos ônibus e à esquerda os BRT?
O que resta para os automóveis?
Vamos em frente, portanto, quando os homens ditos "especialistas" resolvam essas questões, sem privar o cidadão que precisa usar seu automóvel para o trabalho, ou até mesmo para o natural lazer, possa exercer o seu direito de ir e vir.
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